
Para quem atua na área de logística, não existe margem para dúvidas: a eficiência operacional é um dos maiores diferenciais do mercado.
Com consumidores cada vez mais exigentes, janelas de entrega mais apertadas e a necessidade de rastreamento, empresas de todos os tamanhos têm buscado novas formas de estruturar seus processos, e é nesse cenário que o fulfillment ganhou relevância.
Nos últimos anos, o termo deixou de ser algo somente do e-commerce e passou a fazer parte da rotina de operadores logísticos, indústrias, distribuidores e embarcadores de todos os segmentos.
Mas afinal, o que exatamente significa fulfillment? Como ele funciona? E quais são os principais modelos que uma operação pode aplicar? Então, leia este conteúdo até o fim para encontrar as respostas a essas dúvidas.
Fulfillment é um termo em inglês que significa “cumprimento”. No contexto logístico, esse termo traduz exatamente o objetivo: cumprir todas as etapas necessárias para que o pedido chegue corretamente ao cliente.
Ele é o conjunto de processos responsáveis por garantir que um pedido seja recebido, separado, embalado e enviado ao cliente final da forma mais eficiente possível.
No dia a dia, o fulfillment envolve um fluxo integrado que inclui:
Ainda é comum associar o fulfillment somente a centros de distribuição de e-commerce, porém esse conceito vale para toda empresa que realiza algum tipo de preparação e expedição de pedidos, seja de peças, insumos, produtos acabados ou mercadorias vendidas online.
Em resumo, o fulfillment representa todo o caminho que um produto percorre desde a entrada na operação até o momento em que é entregue.
Independentemente do modelo escolhido, ter um processo de fulfillment estruturado traz muitas vantagens para a operação logística. Entre os principais benefícios, estão:
O funcionamento do fulfillment pode variar de empresa para empresa, mas o fluxo geral costuma seguir 5 etapas principais:
1. Recebimento e conferência
Tudo começa quando os produtos chegam ao armazém. Eles precisam ser conferidos, registrados no estoque e organizados.
Essa etapa influencia diretamente a eficiência das etapas seguintes. Afinal, um estoque mal organizado prejudica a separação (picking), aumenta a distância percorrida pela equipe e reduz a capacidade produtiva da operação.
2. Armazenagem e controle de estoque
Após o recebimento, os itens são armazenados em posições definidas. A precisão do estoque é essencial para o fulfillment fluir corretamente, pois sem dados confiáveis, os erros e o retrabalho ficam frequentes.
Boa parte das empresas já utilizam tecnologia para apoiar essa etapa, como WMS ou integrações com TMS embarcador (Sistema de Gerenciamento de Transporte e Logística).
3. Separação (picking)
Essa é uma das fases mais críticas, pois influencia diretamente o tempo de processamento e o custo total da operação. Quanto mais eficiente o método de picking, menor o lead time e maior a capacidade de atendimento da operação.
4. Embalagem (packing)
Depois que o pedido é separado, ele segue para a área de embalagem. Aqui, a operação garante que os itens estão corretos, em boas condições e protegidos para o transporte.
É também nessa etapa que normalmente são geradas etiquetas, notas fiscais e demais documentos necessários para seguir para o transporte.
5. Expedição e entrega
Com o pedido embalado, ele está pronto para ser enviado ao cliente. Algumas empresas também integram essa etapa a um TMS, dessa forma garantem rastreamento em tempo real e visibilidade total da operação.
Existem diferentes modelos de fulfillment, e cada um deles funciona de maneira distinta, devendo ser considerado conforme o volume de pedidos, o nível de controle e a estratégia logística da empresa.
Cada um desses modelos atende a perfis diferentes de operação. Por isso, entender como funcionam e quais são suas vantagens e desvantagens é essencial para escolher a estratégia ideal para seus objetivos operacionais.
Existem 3 tipos de fulfillment e eles são:
Neste modelo, a empresa não mantém estoque próprio. Assim que o pedido entra no sistema, ela simplesmente repassa essa ordem ao fornecedor, e é ele quem separa, embala e envia o produto diretamente ao cliente final.
Esse modelo reduz os custos com armazenagem e elimina a necessidade de estrutura física, o que é ideal para quem está começando ou para operações que trabalham com alta variedade de produtos.
O dropshipping também traz algumas desvantagens. Por exemplo, você perde controle sobre a qualidade da embalagem, os prazos de entrega e a experiência final do cliente, ficando totalmente dependente da performance do fornecedor.
Além disso, é mais difícil criar padronização, personalizar a comunicação ou garantir SLAs (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço) consistentes.
Neste modelo, a empresa mantém o estoque e envia seus produtos para um parceiro especializado (fulfillment center) que assume as demais etapas.
O parceiro oferece estrutura robusta, processos maduros, tecnologia e alto nível de serviço, permitindo que a sua empresa foque mais na venda e menos na operação.
A principal vantagem é a redução de custos. Em contrapartida, existe menor controle sobre a execução diária e mais dependência do parceiro, o que torna fundamental escolher um operador confiável e com alta capacidade de integração.
Nesse caso, toda a operação acontece dentro da própria empresa. O estoque é armazenado no seu centro de distribuição, a equipe interna realiza o picking, a embalagem e a expedição. Além disso, a logística utiliza seus próprios sistemas, como WMS, TMS ou ERP, para organizar tudo.
Esse formato oferece total controle sobre a operação, mais visibilidade dos processos e a possibilidade de personalizar cada etapa, desde o tipo de embalagem até o nível de serviço.
É também uma forma de garantir a precisão do estoque e a padronização. Por outro lado, exige investimento em infraestrutura e equipe especializada, pois a empresa assume todos os custos e responsabilidades.
O fulfillment é um dos processos mais estratégicos dentro da logística moderna. Ele integra todas as etapas que garantem que um pedido seja atendido corretamente, desde o recebimento até a entrega final, e influencia diretamente a experiência do cliente, a eficiência da operação e os resultados da logística.
Se você estiver estruturando ou aprimorando o processo de fulfillment, contar com tecnologia confiável é fundamental. Por exemplo, o TMS embarcador Active OnSupply te dá controle total da sua logística, desde as cotações de frete até o acompanhamento das entregas e logística reversa.
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