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A diretoria pede um número. Você abre o relatório e encontra um valor. O financeiro consulta a planilha e vê outro. A transportadora apresenta um terceiro. Ninguém está mentindo, e esse é justamente o problema: cada área trabalha com informações diferentes e nenhuma representa a operação como um todo.
Esse cenário não acontece por acaso. Segundo o KPMG Global Tech Report 2026, pesquisa com 150 líderes de tecnologia no Brasil, mais da metade admitiu que, ao tentar acelerar a inovação, a própria empresa acabou comprometendo a qualidade dos dados usados para tomar decisões.
Não faltou orçamento nem tecnologia. Faltou uma base de dados confiável.
O que é governança de dados na logística?
Governança de dados na logística é o conjunto de práticas que garante que as informações sobre fretes, entregas e transportadoras estejam centralizadas, padronizadas e confiáveis. Assim, qualquer decisão é tomada com base em dados reais.
Esse cuidado faz toda a diferença, e ignorar a qualidade dos dados gera impactos diretos na operação e reduz os resultados dos investimentos em tecnologia.
O dado que a maioria dos gestores não vê
O estudo KPMG Global Tech Report 2026, que ouviu 150 líderes de tecnologia no Brasil entre 2.500 executivos de 27 países, identificou um padrão preocupante: 58% dos entrevistados brasileiros disseram que, ao acelerar a inovação e buscar reduzir custos, suas empresas acabaram comprometendo a segurança, a escalabilidade, a qualidade dos dados e a padronização dos processos.
A operação logística depende de informações vindas de diferentes fontes, como transportadoras, SEFAZ, clientes e equipes internas.
Quando cada uma delas trabalha com um padrão diferente ou registra informações em planilhas separadas, o problema nem sempre aparece de imediato. Ele surge quando a diretoria pede um número e cada área apresenta uma resposta diferente.
Saiba mais: Logística end to end: O que é, como funciona e quais os benefícios desse conceito?
Projetos sem coordenação custam mais do que parecem
Outro dado importante da pesquisa mostra que 45% dos líderes brasileiros afirmaram que os projetos de IA funcionam sem coordenação adequada dentro da própria empresa.
Na prática, isso significa que diferentes áreas podem estar tentando resolver o mesmo problema sem compartilhar informações entre si.
Na logística, esse cenário é mais comum do que parece. O comercial promete um prazo sem conhecer a capacidade real de coleta. O faturamento cobra uma divergência que a operação já resolveu com a transportadora. O SAC responde o cliente sem saber que já existe uma ocorrência registrada.
Embora pareçam situações diferentes, todas têm a mesma origem: a falta de informações compartilhadas entre os setores.
O custo invisível da dívida técnica
Dívida técnica é o acúmulo de sistemas antigos, processos improvisados e informações inconsistentes que acabam limitando a evolução da operação. No Brasil, 57% dos líderes de tecnologia afirmaram que esse problema compromete o retorno dos investimentos em projetos digitais.
Na prática, isso significa que a tecnologia passa a trabalhar sobre uma base desorganizada, o que reduz os resultados esperados.
Não é que a tecnologia não funcione. O problema é que ela depende de uma base que, muitas vezes, já acumula anos de planilhas paralelas, cadastros divergentes e processos que só uma pessoa da equipe conhece.
Organizar essa base antes de automatizar é o que faz um projeto gerar resultados de verdade.
Os três pontos cegos mais comuns na logística
Alguns sinais costumam aparecer antes dos problemas se tornarem evidentes.
- Informações de frete descentralizadas: Em muitas empresas, cada transportadora envia os dados de uma forma diferente: por e-mail, planilha ou portal próprio. No fim, a conferência acaba sendo manual e consome horas da equipe de logística.
- Falta de visibilidade sobre os custos: Sem informações organizadas, fica difícil identificar quanto cada rota ou cliente realmente custa, o que prejudica análises e negociações baseadas em dados.
- Indicadores inconsistentes: Quando OTIF, SLA ou custo do frete mudam conforme a pessoa que gera o relatório, a diretoria perde confiança nos números e o você perde credibilidade.
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Perguntas frequentes sobre governança de dados na logística
O que muda quando uma operação tem governança de dados estruturada?
Quando as informações da operação são organizadas e confiáveis, todos passam a trabalhar com os mesmos dados. Isso facilita a tomada de decisão, reduz o retrabalho e evita divergências entre áreas como logística, financeiro e comercial.
Ter governança de dados é a mesma coisa que ter um TMS?
Não. Um TMS (Sistema de Gerenciamento de Transporte) ajuda a centralizar as informações da operação, mas governança de dados vai além. Ela garante que essas informações sejam organizadas, confiáveis e estejam disponíveis para todas as áreas da empresa. Um TMS bem estruturado, como o Active OnSupply, é um importante aliado para tornar isso possível.
Por que a governança de dados ficou ainda mais importante com a Reforma Tributária?
Porque a Reforma Tributária traz novas exigências para documentos fiscais, como o CT-e. Além disso, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já iniciaram a implementação do Split Payment, mecanismo que permitirá o recolhimento automático dos tributos no momento do pagamento.
Com isso, manter as informações da operação organizadas e corretas passa a ser ainda mais importante para evitar divergências.
Qual é o primeiro passo para melhorar a governança de dados na logística?
O primeiro passo é organizar as informações da operação. Entenda onde estão os dados de fretes, ocorrências e desempenho das transportadoras e verifique se eles estão centralizados ou espalhados em diferentes sistemas. Quanto mais organizada e centralizada for essa base, mais fácil será automatizar processos e tomar decisões com segurança.
Base de dados confiável é o que sustenta qualquer decisão
O principal recado da pesquisa é simples: empresas que aceleram a transformação digital sem organizar seus dados acabam pagando esse preço depois. O resultado aparece em retrabalho, indicadores inconsistentes e decisões tomadas com base em informações incompletas.
Na logística, isso significa garantir que toda a operação trabalhe com a mesma informação. Quando os dados são únicos, padronizados e confiáveis, qualquer indicador passa a refletir a realidade do negócio.
É justamente esse o papel de um sistema automatizado e seguro, como o Active OnSupply. Ele reúne em um único portal informações como CT-es, faturas, ocorrências e desempenho das transportadoras, permitindo que toda a equipe consulte os mesmos dados e acompanhe a operação com mais segurança.
Mais do que centralizar informações, isso reduz retrabalho, melhora a visibilidade da operação e cria uma base sólida para incorporar novas automações no futuro.
Quer entender como centralizar as informações da sua operação logística? Fale com a nossa equipe e descubra como o Active OnSupply ajuda você e sua logística a ter mais controle, mais visibilidade e tomar decisões baseadas em dados confiáveis.
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